Restaurante XL (II)



Restaurante XL (Foto roubada de http://pincesaepincipe.no.sapo.pt/papar.htm)

Restaurante XL (Foto roubada de http://pincesaepincipe.no.sapo.pt)

Tal como o João Dinis já disse, era uma sexta-feira que prometia. Uma ida a um restaurante muito badalado, não daqueles da moda que passado uns meses já ninguém fala. O XL é considerado um dos melhores restaurantes de Lisboa já há algum tempo. Caso se cansem deste longo texto saltem para o final que tem lá algo em jeito de conclusão.

Não fui eu que marquei a mesa, mas se bem me lembro há dois “turnos” para reservas. 20:00/20:30 e 22:45. Não concordo nada com isto, um bom restaurante deve acolher um cliente que esteja interessado, e neste caso a pagar um preço acima da média, a qualquer hora, dentro do razoável para um restaurante. Acabou por ficar para o turno mais tardio, até dado aos afazeres profissionais de alguns. Chegámos pelas 22:45, cheios de fome como seria de esperar. Aguardámos que preparassem a mesa, num corredor que apesar de ter algumas cadeiras pareceu-me apertado, para clientes e funcionários circularem. Talvez tenhamos tido azar, porque pelo que apercebi havia uma zona de espera mais agradável, mas que estava ocupada. Quem lá aguardava era a conhecida apresentadora(?) de televisão, Manuela Moura Guedes.

Passando à mesa e à escolha dos pratos e do vinho, eu normalmente arrisco pouco. Sendo assim, escolhi uma posta mirandesa. A entrada foi escolhida em grupo e optámos pelo misto de entradas XL (gambas, cogumelos e queijo cammenbert panados). Se não estou enganado, ainda pedimos dois vinhos, mas nenhum deles havia. A carta estava desactualizada, mas o funcionário explicou-nos que em Setembro é normal, e que só em Outubro é que fazem a revisão. Sendo assim, pedimos uma sugestão. O vinho não podia era ser muito caro nem áspero. Saiu um Zimbro, que não me recordo o ano.

Desde o momento em que nos sentamos, os empregados preocupam-se em manter sempre um copo com água cheio para cada um, o que acaba por ser positivo. E ainda seria mais, não fosse o preço de cada garrafa.

Apesar de ser esquisito, não gosto de cogumelos e não aprecio camarões, até estava curioso para ver como seriam as entradas. O queijo e os camarões panados estavam bons, apesar de não impressionarem. Não experimentei os cogumelos, mas pelo que disseram era o que estava melhor.

Falando sobre o meu prato principal, que como já referi foi uma posta mirandesa, vinha acompanhado com três batatinhas feitas no forno e se bem me recordo mais nada. Culpa minha, quando pedi o prato deveria ter verificado o que acompanhava a carne e caso entendesse, pedir mais qualquer coisa. Ora a carne estava bem confeccionada e era de qualidade. Mas também não havia nada que enganar. Como três batatas eram claramente pouco ainda roubei um bocadinho da salada da Margarida. Por esta altura já todos tínhamos discutido o facto da alheira de caça que o outro André pediu ser perfeitamente banal e que em qualquer restaurante que se coma por menos de dez euros também se encontra. Também não resisti a experimentar o puré que acompanhava as bochechas de porco do João Dinis, tinha todo o aspecto de ser daqueles instantâneos. Como não estive na cozinha não posso afirmar com 100% de certeza, mas sabia mesmo a puré instantâneo e a menos que tenha sido feito de algum jeito que eu não esteja habituado, devia mesmo ser. Os soufflés que as meninas pediram, tinham muito bom aspecto, assim como o bife que o Renato pediu.

A sobremesa é sempre dos momentos mais aguardados. Nem fez muito sentido eu pedir uma que  é apenas composta por gelado de limão e vodka, visto que não há arte nenhuma envolvida. Ainda estão a pensar na vodka? Isso mesmo, gelado de limão coberto com a bebida russa. Normalmente eu não resisto a coisas feitas com limão, daí a escolha. Ainda fiz um esforço para não provar a mousse de limão do Renato, mas não consegui. Lá tive de meter a colher e estava bem boa. Mousse de limão, ou talvez de lima (para os brasileiros invertam os nomes, em Portugal a lima é o vosso limão e vice-versa) coberta com raspas, isso com certeza, de lima. Estava mesmo como eu gosto.

A conta. Essa que é a parte mais chata de um jantar, ainda por cima quando se paga uma fortuna por algo que se comia em qualquer outro lado por metade, ou menos, do preço. Foram 42€ por pessoa, algo exagerado para o que se comeu e bebeu.

Sem qualquer tipo de método nem ciência vou atribuir notas de 1 a 5 a alguns items para os que não quiseram ler o post. (Como eu vos compreendo)

Qualidade da comida: 3,5

Atendimento: 4

Variedade da oferta: 4,5 (Boa oferta de sobremesas)

Localização: 4 (Fica junto à Assembleia da República, apesar de não ser muito fácil estacionar acho que o restaurante tem serviço de estacionamento)

Relação qualidade-preço: 1,5

Preço por pessoa: 42€ (no nosso caso, é claro!)

Apreciação global: 3 (bem puxadinho)

Foi o meu primeiro post. Espero que tenham paciência, principalmente pela qualidade da escrita que não é muito boa. Qualquer erro que descubram, sintam-se na obrigação de me alertar. Nos próximos dias espero escrever sobre o K Urban Beach, que visitámos na mesma noite do XL, sobre o Conventual e sobre esse grande evento que foi o aniversário do Diogo Tavares, numa reabertura do Café Portugal, seguido do habitual, mas nem por isso espectacular, Kaxaça.

André Maricato

Tal como o João Dinis já disse, era uma sexta-feira que prometia. Uma ida a um restaurante muito badalado, não daqueles da moda que passado uns meses já ninguém fala. O XL é considerado um dos melhores restaurantes de Lisboa já há algum tempo. Caso se cansem deste longo texto saltem para o final que tem lá algo em jeito de conclusão.

Não fui eu que marquei a mesa, mas se bem me lembro há dois “turnos” para reservas. 20:00/20:30 e 22:45. Não concordo nada com isto, um bom restaurante deve acolher um cliente que esteja interessado, e neste caso a pagar um preço acima da média, a qualquer hora, dentro do razoável para um restaurante. Acabou por ficar para o turno mais tardio, até dado aos afazeres profissionais de alguns. Chegámos pelas 22:45, cheios de fome como seria de esperar. Aguardámos que preparassem a mesa num corredor que apesar de ter algumas cadeiras pareceu-me apertado, para clientes e funcionários circularem. Talvez tenhamos tido azar, porque pelo que me pareceu havia uma zona de espera mais agradável, mas que estava ocupada. Quem lá estava era a conhecida apresentadora(?) de televisão, Manuela Moura Guedes.

Passando à mesa e à escolha dos pratos e do vinho, eu normalmente arrisco pouco. Sendo assim, escolhi uma posta mirandesa. A entrada foi escolhida em grupo e optámos pelo misto de entradas XL (gambas, cogumelos e queijo cammenbert panados). Se não estou enganado, ainda pedimos dois vinhos, mas nenhum deles havia. A carta estava desactualizada, mas o funcionário explicou-nos que em Setembro é normal, e que só em Outubro é que fazem a revisão. Sendo assim, pedimos uma sugestão. O vinho não podia era ser muito caro nem áspero. Saiu um Zimbro, que não me recordo o ano.

Desde o momento em que nos sentamos, os empregados preocupam-se em manter sempre um copo com água cheio para cada um, o que acaba por ser positivo. E ainda seria mais, não fosse o preço de cada garrafa.

Apesar de ser esquisito, não gosto de cogumelos e não aprecio camarões, até estava curioso para ver como seriam as entradas. O queijo e os camarões panados estavam bons, apesar de não impressionarem. Não experimentei os cogumelos, mas pelo que disseram era o que estava melhor.

Falando sobre o meu prato principal, que como já referi foi uma posta mirandesa, vinha acompanhado com umas três batatinhas feitas no forno e se bem me recordo mais nada. Culpa minha, quando pedi o prato deveria ter verificado o que acompanhava a carne e caso entendesse, pedir mais qualquer coisa. Ora a carne estava bem confeccionada e era de qualidade. Mas também não havia nada que enganar. Como três batatas eram claramente pouco ainda roubei um bocadinho da salada da margarida. Por esta altura já todos tínhamos discutido o facto da alheira de caça que o outro André pediu ser perfeitamente banal e que em qualquer restaurante que se coma por menos de dez euros também se encontra. Também não resisti a experimentar o puré que acompanhava as bochechas de porco do João Dinis, tinha todo o aspecto de ser daqueles instantâneos. Como não estive na cozinha não posso afirmar com 100% de certezas, mas sabia mesmo a puré instantâneo e a menos que tenha sido feito de algum jeito que eu não esteja habituado, devia mesmo ser. Os soufflés que as meninas pediram, tinham muito bom aspecto, assim como o bife que o Renato pediu.

A sobremesa é sempre dos momentos mais aguardados. Nem fez muito sentido eu pedir uma que era apenas composta por gelado de limão e vodka, visto que não há arte nenhuma. Ainda estão a pensar na vodka? Isso mesmo, gelado de limão coberto com a bebida russa. Normalmente eu não resisto a coisas feitas com limão, daí a escolha. Ainda fiz um esforço para não provar a mousse de limão do Renato, mas não consegui. Lá tive de meter a colher e estava bem boa. Mousse de limão, ou talvez de lima (para os brasileiros invertam os nomes em Portugal a lima é o vosso limão e vice-versa) coberta com raspas, isso com certeza, de lima. Estava mesmo como eu gosto.

A conta. Essa que é a parte mais chata de um jantar, ainda por cima quando se paga uma fortuna por algo que se comia em qualquer outro lado por metade, ou menos, do preço. Foram 42€ por pessoa, algo exagerado para o que se comeu e bebeu.

Sem qualquer tipo de método nem ciência vou atribuir notas de 1 a 5 a alguns items para os que não quiseram ler o post. (Como eu vos compreendo J)

Qualidade da comida: 3,5

Atendimento: 4

Variedade da oferta: 4,5 (Boa oferta de sobremesas)

Localização: 4 (Fica junto à Assembleia da República, apesar de não ser muito fácil estacionar acho que o restaurante tem serviço de estacionamento)

Relação qualidade-preço: 1,5

Preço por pessoa: 42€ (no nosso caso, é claro!)

Apreciação global: 3 (bem puxadinho)

Foi o meu primeiro post. Espero que tenham paciência, principalmente pela qualidade da escrita que não é muito boa. Qualquer erro que descubram, sintam-se na obrigação de me alertar. Nos próximos dias espero escrever sobre o K Urban Beach, que visitámos na mesma noite do XL, sobre o Conventual e sobre esse grande evento que foi o aniversário do Diogo Tavares, numa reabertura do Café Portugal, seguido do habitual, mas nem por isso espectacular, Kaxaça.

André Maricato

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