O Café Portugal era um símbolo do Montijo ainda antes de eu nascer. Lembro-me das histórias que o meu pai me contava acerca desse local emblemático, aberto até altas horas (quando a Praça da República – outro símbolo da cidade – era sinónimo de animação e tertúlia durante toda a noite). Infelizmente, o espaço acabou por encerrar – por razões que desconheço –, deixando, desde essa altura, um vazio na noite montijense. Vazio esse que nunca mais foi preenchido…
Posto isto, foi com surpresa que recebi o convite do meu amigo Diogo Tavares (a quem eu chamo de Dias, nem sei bem porquê) para celebrar o seu aniversário no Café Portugal.
Aceitei de bom grado este apelo para uma reabertura esporádica e excepcional do Café Portugal, até porque (que me recorde) nunca lá tinha entrado antes de encerrar, pelo que era esta a minha oportunidade para fazer uma viagem no tempo até um dos espaços mais badalados de sempre da noite montijense.
Mal cheguei (atrasado, como sempre chego nestas andanças das festas de aniversário) ao Café Portugal fiquei agradavelmente surpreendido com o tamanho do espaço. Apesar de reaberto propositadamente para esta festa, o Café estava ainda bem conservado e, em termos de tamanho, é um espaço pouco comum no Montijo.
A conversa “pré-jantar” ia fluindo, bem como o Gin Tónico, ensopado com uns aperitivos dos quais tenho de destacar os fabulosos Rissóis de Camarão (caseiros, com dois (!) camarões dentro de cada rissol – destes, meus amigos, já não se fazem…)
Quanto ao jantar, posso dizer que adorei a Vitela à Moda de Lafões: a carne estava óptima, o molho ainda melhor! No cômputo geral, foi uma óptima refeição (parabéns aos cozinheiros), bem regada com um vinho tinto da Casa Ermelinda de Freitas.
No que respeita à festa propriamente dita, destaque para o Karaoke orientado pelo famoso Bibe (vocalista da famosíssima banda “Pão Com Manteiga” e personagem ilustre da cultura montijense que podem vir a conhecer melhor quando se deslocarem, como espero, às Festas da Cidade do Montijo do ano de 2010).
A seguir ao Karaoke, seguiu-se um show exótico, cuja organização não passou pelas minhas mãos, ao contrário do que alguns de vocês possam já estar a ponderar.
(E não… Não vou analisar extensivamente o show exótico a que assistimos… Quem esteve presente, sabe o que viu, como viu e o que sentiu… E mais não digo!)
Por fim, a noite nunca ficaria completa sem que o Kaxaça contasse com a nossa presença! Independentemente do ambiente que lá se fazia sentir, nenhum dos “sobreviventes” (sim, porque às 4 da manhã – hora em que entrámos no Kaxaça – poucos sentiram a coragem e a audácia de se aventurarem na discoteca mais conhecida da Margem Sul do Tejo) se importou muito com isso – neste aspecto, importa referir que o álcool ajudou e foi factor determinante –, e curtimos quase até de manhã.
Os meus parabéns ao Dias, pela festa, e a quem a organizou – gostei de tudo e tive pena que acabasse, há muito tempo que não me divertia tanto!
Como diria Barney Stinson (esse grande filósofo que, se não sabem quem é, vão ver ao Google ou assistam a um episódio de “How I Met Your Mother”), esta foi uma noite “LEGEND – wait for it – DARY!”
Saudações aldeanas,
João


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