Viagem a França e Itália – Dia 3 (Cannes e St. Tropez)



Todos falam Côte d’Azur isto e aquilo, mas ainda não tinha dado para perceber porquê. Eis que ao terceiro dia saímos do hotel e deparamo-nos com uma tonalidade do mar absolutamente incrível, como podem comprovar pelas fotos, ainda que de baixa qualidade. Se num dia de chuva estava com aquela cor, imagino num dia de sol.

Mar Azul na Côte d Azur

Mar Azul na Côte d' Azur

Mar Azul na Côte d Azur (II)

Mar Azul na Côte d' Azur (II)

Para esta jornada estava planeado ir até Cannes e St. Tropez. O pequeno almoço foi o do costume, dentro do carro uns pães e um queijo comprados no supermercado, num dia que até houve direito a brownies…

Definindo as cidades numa palavra. Cannes – Glamour. St. Tropez – Charme.

Em Cannes limitámo-nos a passear junto ao mar e apreciar a zona. Edifícios luxuosos, hóteis exuberantes, o Palácio dos Festivais, muitos turistas, mais uma vez lojas de tudo quanto é marca e costureiro conhecido, as pessoas transpiram dinheiro, Bentleys para alugar… Não só pelo luxo, mas pelo ambiente que se vive em Cannes, adorei. De referir que o estacionamento, uma vez mais, foi uma fortuna.

Cannes

Cannes

Cannes (II)

Cannes (II)

Lojas em Cannes

Lojas em Cannes

Lojas em Cannes (II)

Lojas em Cannes (II)

Depois de tudo o que já tínhamos visto, não ia ser fácil alguma coisa impressionar. Para dificultar o dia estava chuvoso. Não deu para apreciar as praias que dão cor ao caminho que nos leva a St. Tropez, mas para mim tudo isso se mostrou irrelevante.

Mais uma vez estacionar o carro mostrou-se um martírio e por isso mesmo tivemos que recorrer novamente a parque de estacionamento. Nem queríamos imaginar o preço, mas aquela era, definitivamente, a noite em que não iríamos ligar ao dinheiro.

As primeiras impressões, e que se viriam a confirmar, foram, na minha opinião, excelentes. Até aqui todo o luxo parecia em exagero, ou por vezes forçado, mas em St. Tropez tudo é simplesmente luxuoso. Ali não parece existir a necessidade de demonstrar o que quer que seja. As lojas tendo malas desportivas à venda a 10000€, sucedem-se como modestas lojas de bairro. A roupa, como eu gosto, sem aquele estilo Cristiano Ronaldo exagerado.

Antes do jantar, não resistimos a beber um copo. Escolhemos o bar que nos parecia mais adequado às nossas carteiras. Com um estilo muito tropical, a decoração e o dono sugeriam caipirinhas. E assim foi, reza a história que são as mais baratas ali da zona. As bebidas estavam boas e foram uma pechincha, 7€. Quase metade do que viríamos a apagar mais tarde, noutro bar.

Ora, estamos em França, nada melhor que ir jantar a um italiano. Saiu em conta, tendo em conta a localização. E pizza, normalmente, não tem como enganar.

Seguiu-se um passeio, apreciando os iates que faziam aqueles barquinhos ali da Marina de Vilamoura roer-se de inveja, dirigimo-nos até um bar que tinha mesmo muita pinta. E posso garantir-vos que foi o melhor onde já tive em termos de ambiente. As pessoas incrivelmente bem vestidas, as raparigas com caras de princesas, as garrafas de champagne a amontoarem-se em cima das mesas. A parte que doeu foi pagar 13€ por uma caipirinha, mas valeu a pena. Depois disto não havia mais nada a fazer, tínhamos mesmo que arriscar a entrada no Les Caves du Roy. É uma discoteca super conceituada, por onde passa a socialite durante todo o verão. As pessoas que se dirigem para lá ao mesmo tempo que nós, estão incrivelmente bem vestidas, e nós também não ficamos atrás. As senhoras chegam à porta de Audi Q7 e deixam para os seguranças estacionarem. Quatro rapazes sozinhos, a tentar lá entrar tinha tudo para dar mal. O problema acabou por ser o que nem sequer tínhamos pensado. O porteiro foi muito simpático e disse que estava tudo bem conosco, mas que era política da casa não deixar entrar ninguém de ténis, e até nos disse para irmos até ao hotel mudar, mas Nice não fica propriamente ali ao lado. Perspectivava-se uma grande noite. Lição aprendida.

St. Tropez

St. Tropez

St. Tropez (II)

St. Tropez (II)

O pior ainda estava para vir. Uma das histórias que marcou a viagem. Perdemos o ticket do estacionamento. Explicar ao segurança, que não percebia nada de outra língua que não o francês o que tinha acontecido foi muito engraçado. 50€ foi o que custou este problema. Regresso a casa, e pumba, flash para cima de nós. Muito provavelmente radar de velocidade. Carro italiano, alugado por portugueses, multado em França já devia ter dado tempo da multa chegar e isso ainda não aconteceu, felizmente.

Acho que todo o encanto que St. Tropez mostrou, prende-se não só pelo que já referi, mas pelo facto de não estar cheia de turista de excursão. E por não ser Verão, que nessa altura do ano deve ficar uma grande confusão ali para aqueles lados.

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