Bar Procópio



Antes de começar a escrever sobre o tema deste post, quero dizer que este é um texto intemporal. Fui já várias vezes ao Procópio, pelo que o que aqui escrevo não é fruto de uma noite, mas sim de várias visitas a este espaço que me surpreendeu desde a primeira hora.

Reza então a história que o Procópio, fundado em 1972 (!) e situado junto ao Jardim das Amoreiras, foi desde sempre um espaço de animada tertúlia assiduamente frequentado por algumas das mais influentes figuras da nossa sociedade, nomeadamente políticos, jornalistas, escritores, actores ou cineastas. Entre estes destacam-se, por exemplo, o já malogrado actor Raul Solnado, o cineasta Mário Barroso, o também já falecido escritor, José Cardoso Pires, entre outros.

Hoje em dia, e daquilo que pude aferir, o Procópio continua a ser bastante bem frequentado, quer pelos mais novos, quer pelos mais velhos. É um espaço para todas as idades, extremamente bem decorado e, em meu entender, como há poucos (ou nenhuns) em Lisboa. O Procópio não está (e duvido que alguma vez esteja) fora de moda e prova disso é a enorme variedade de idades dos seus clientes. Dos 20 aos 65, toda a gente é bem-vinda e ninguém sai defraudado após a visita (que se inicia com o toque da campainha para que nos abram a porta).

Quanto ao que se pode consumir, destaco a grande variedade e qualidade das bebidas (o Gin Tónico é óptimo e o Irish Coffee não lhe fica atrás), assim como as fantásticas (e famosas) sanduíches.

No que respeita ao serviço, duas palavras: cinco estrelas.

Em suma, o Procópio é um local obrigatório na noite lisboeta quando se procura um ambiente mais calma, onde se pode conversar e beber um copo com tranquilidade.

Saudações noctívagas,

João

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