Café de São Bento


Com o objectivo de celebrar um acontecimento importante na minha vida profissional, convidei o meu prezado agregado familiar a acompanhar-me na degustação de um dos afamados “melhor bife de Lisboa”.

Prestes a celebrar 30 anos, o Café de São Bento é um dos espaços mais clássicos da capital de Portugal. Frequentado por figuras da vida política portuguesa – fruto da sua localização, mesmo em frente à Assembleia da República –, é um restaurante “à antiga”, no sentido positivo da coisa (se bem que, no que toca a gastronomia, a denominação “à antiga” nunca terá uma conotação negativa!).

Depois de se tocar à campainha para entrar, somos levados para o primeiro piso do restaurante (não fumadores que a saúde vem em primeiro lugar e já bastam as asneiras que se fazem a comer) e deparamo-nos com um ambiente entre o bar e o restaurante, calmo e acolhedor, mas com bastante pinta.

Após termos sido agradavelmente surpreendidos com pão torrado com manteiga como couvert, vieram para a mesa quatro meios bifes do lombo (segundo o meu progenitor, a denominação de ½ bife era bastante comum antigamente) à Café de São Bento com batatas fritas, aos quais adicionámos ovo, esparregado e uma salada de rúcula, tomate seco, croutons e queijo parmesão.

Antes de mais (e finalmente posso dizer isto neste blog), regozijo-me pelo facto de as batatas não serem congeladas! Já era tempo de ir a um restaurante de nível superior (½ bife do lombo custa € 19,50) e comer batatas fritas aos palitos como devem ser. Obrigado Café de São Bento!

Depois, o bife (neste caso, o ½ bife do lombo). Não é à toa que se auto-intitula o “melhor bife de Lisboa”. Tenro, mal passado como mandam as leis (apesar de metade da minha família não ter respeitado esta última parte) e com um molho muito interessante. Salgado q.b. – o suficiente para as batatas virem para a mesa praticamente insonsas e tal não ser considerado um problema – tem uma textura e um sabor que convida a ensopar tudo o que tivermos “à mão” no dito.

Por último, o que mais me impressionou – o serviço. Foi, muito provavelmente, o restaurante com melhor serviço onde já estive. Simplesmente impecável! Uma palavra ainda para o horário do estabelecimento: a cozinha apenas encerra à 1h30, o que me leva a concluir que é possível comer um bife em Lisboa depois da 1h sem ser no Galeto. A voltar!

 Saudações gastronómicas,

 João

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